crônica
E aí PHP, o que você quer ser quando crescer?
Há 15 anos atrás, nascia o PHP. Concebido para resolver rapidamente um problema, nossa querida linguagem, com sua característica simplicidade e pragmatismo, foi crescendo e ainda criança, tomou a web de assalto. Hoje, entrando com o pé na porta da adolescência, é o que há de melhor para resolvermos o problema da web, independemente de ser mobile, desktop, rest, json ou o capeta. Como disse o @eminetto certa vez - se minha memória não falha - PHP é faca na caveira.
No entanto, nossa querida linguagem, como aquelas menininhas que, digamos assim, "amadurecem rápido demais", despertou o desejo de meninos crescidos, que fazem promessas de relacionamento sério mas de fato só parecem querer muito sexo selvagem. Aí, reside a a encruzilhada: Nossa apetitosa garota se entrega de corpo e alma aos fornicadores corporativos que podem fazê-la alçar vôos muito mais altos ou continua seu flerte com aquele tipo meio hiponga, que curte o verde e a liberdade mas que, a despeito de todo cogumelo, parece não se importar muito em ser alguém no mundo dos negócios e que é um velho conhecido da família?
Se eu pudesse, daria o seguinte conselho pra você, pequeno pedaço de mal caminho:
Vá, viva, flerte com os tarados do mercado, pratique sexo tântrico com os hippies do software livre fazendo eles esquecerem seus devaneios por cobras e pedras preciosas. Faça sexo grupal, aproveite muito de todos os lados que quiser. Só não perca a sua melhor característica: Continue livre e independente para escolher seu próprio caminho.
Parabéns e mais um pedaço de futuro excelente, PHP, que me dá a alegria de olhar pra uma tela colorida todos os dias.
Não posso deixar de parabenizar também a todos os User Groups de PHP do Brasil e do Mundo.
Entre unibans e apagões, um sopro de sensatez
Eu fui praticante de karate-do durante muitos anos e entre os inúmeros ensinamentos recebidos, havia uma singela constante, expressada aqui em palavras:
KARATE-DO WA REI NI HAJIMARI REI NI OWARU KOTO WO WASURUNA
"Não esquecer que o karate-do começa e termina com cortesia"
Bem, essa cortesia não se refere somente àquele baixar rápido de cabeça antes de começar uma luta ou qualquer outra atividade ligada ao aspecto físico da prática da arte marcial. Se não há respeito, não somos humanos. É o que nos diferencia em essência dos outros seres vivos. Sem querer ser piegas, quando agimos com cortesia e gentileza nos integramos melhor ao espaço que nos cerca e, incondicionalmente, esta harmonia trás benefícios.
Todo esse blá-blá-blá, apenas para recomendar a esplêndida crônica de Eliane Brum, que chegou até este que vos escreve através da sempre relevante lista da Webees.
Link para a crônica: http://alarchronicles.blogspot.com/2009/11/gentileza-gera-gentileza.html
Trecho destacado
Gentileza é o exercício cotidiano de vestir a pele do outro. É cuidar não de alguém, mas de qualquer um. Mesmo que ele não seja nosso parente, mesmo que seja um estranho. Cuidar por nada. Sem precisar de motivo. Cuidar por cuidar.
Por que algo tão essencial se tornou supérfluo? Porque gentileza não se consome, talvez. Não tem valor monetário. Não se ganha nada de material com ela. Também não custa nada.
Em tempos de uniban, apagões e outras maluquices, é sempre bom dar olhos e ouvidos ao que existe de sensato por aí.
Parabéns Sampa, de olho nos Rios e na água
"A escassez de água, em especial nas grandes cidades é apontada como um dos principais desafios para o século XXI. É é fundamental que o paulistano deixe de assistir passivamente a destruição de sua relação com a paisagem e com a natureza. E nos fez tão distantes a ponto de não sabermos de onde vem a água que sai da nossa torneira, e de não termos nenhum interesse em saber para onde vai nosso esgoto."
Renuncie, Roriz
Assisto, estarrecido, ao depoimento do Senador Roriz. Misto de emocões, muitos pensamentos.
Eu vejo o passado. Vejo um político anacrônico, despreparado, que mente descaradamente. Ele lê o seu discurso e engasga em momentos cruciais, como se lesse pela primeira vez. Entrega-se, pateticamente, em seu pecado, diante do espectador mais ou menos atento. Ele chorando parecia um crocodilo desesperado sugando o calor do sol.





