Entre unibans e apagões, um sopro de sensatez

Eu fui praticante de karate-do durante muitos anos e entre os inúmeros ensinamentos recebidos, havia uma singela constante, expressada aqui em palavras:

KARATE-DO WA REI NI HAJIMARI REI NI OWARU KOTO WO WASURUNA
"Não esquecer que o karate-do começa e termina com cortesia"

Bem, essa cortesia não se refere somente àquele baixar rápido de cabeça antes de começar uma luta ou qualquer outra atividade ligada ao aspecto físico da prática da arte marcial. Se não há respeito, não somos humanos. É o que nos diferencia em essência dos outros seres vivos. Sem querer ser piegas, quando agimos com cortesia e gentileza nos integramos melhor ao espaço que nos cerca e, incondicionalmente, esta harmonia trás benefícios.

Todo esse blá-blá-blá, apenas para recomendar a esplêndida crônica de Eliane Brum, que chegou até este que vos escreve através da sempre relevante lista da Webees.

Link para a crônica: http://alarchronicles.blogspot.com/2009/11/gentileza-gera-gentileza.html

Trecho destacado

Gentileza é o exercício cotidiano de vestir a pele do outro. É cuidar não de alguém, mas de qualquer um. Mesmo que ele não seja nosso parente, mesmo que seja um estranho. Cuidar por nada. Sem precisar de motivo. Cuidar por cuidar.
Por que algo tão essencial se tornou supérfluo? Porque gentileza não se consome, talvez. Não tem valor monetário. Não se ganha nada de material com ela. Também não custa nada.

Em tempos de uniban, apagões e outras maluquices, é sempre bom dar olhos e ouvidos ao que existe de sensato por aí.

Banda Larga é um direito seu!